A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), iniciou uma ampla mobilização voltada à qualificação de profissionais da saúde que atuam em áreas urbanas, rurais e ribeirinhas do Amazonas. A iniciativa integra o projeto Educa Saúde Ambiental, que aposta na formação continuada como estratégia para melhorar o cuidado com a água consumida pela população e reduzir riscos sanitários em regiões de difícil acesso.
Desenvolvido em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas e a Fundação de Vigilância em Saúde, o projeto pretende capacitar 4.500 agentes comunitários, de combate a endemias e agentes indígenas de saúde ao longo de 2026. O foco está no monitoramento da qualidade da água, na prevenção de doenças e no fortalecimento do papel desses profissionais como multiplicadores de informação nas comunidades onde atuam.

O lançamento oficial da iniciativa será marcado por um seminário na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus, reunindo gestores públicos, pesquisadores e trabalhadores da saúde para debater o papel estratégico dos agentes na promoção da saúde ambiental. A programação inclui uma mesa-redonda dedicada à relação entre território, meio ambiente e qualidade de vida, destacando a importância das parcerias institucionais na Amazônia.
As primeiras formações já estão em andamento na capital e no interior do Estado. Municípios como Manaus, Manacapuru e Careiro Castanho foram os pioneiros a receber as equipes do projeto, que seguirá para outras regiões nos próximos meses. O curso tem carga horária de 20 horas e combina aulas teóricas com atividades práticas e coletivas.

Entre os temas abordados estão doenças transmitidas pela água, potabilidade, contaminação química dos rios, higiene, saneamento básico e os impactos das cheias e secas na saúde das populações ribeirinhas. A proposta é ampliar o conhecimento técnico dos agentes e incentivar o protagonismo comunitário na adoção de práticas preventivas.
Com essa ação, a Fiocruz Amazônia reforça seu compromisso com a saúde pública, a sustentabilidade e a valorização dos profissionais que atuam na linha de frente do cuidado nos territórios amazônicos.



