Presidente Lula atribui resultados ao fortalecimento da fiscalização, ampliação de políticas ambientais e investimentos no combate a incêndios florestais.
O Brasil registrou uma redução significativa nos índices de desmatamento nos principais biomas do país nos últimos anos. Os dados foram destacados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em publicação nas redes sociais na última quinta-feira (5), quando também reafirmou o compromisso do governo federal de alcançar o desmatamento zero até 2030.
Segundo os números apresentados, a queda foi observada em todas as regiões monitoradas. Na Amazônia, considerada o maior bioma tropical do planeta, a redução chegou a 50% entre 2022 e 2025. O Pantanal apresentou o resultado mais expressivo, com recuo de 65% no mesmo período.
Os indicadores também apontam redução de 32% no Cerrado. Já a Mata Atlântica registrou queda de 54% entre 2022 e 2024, enquanto o Pampa apresentou diminuição de 30% no mesmo intervalo.
Ao comentar os resultados, Lula afirmou que os avanços são fruto da retomada de políticas públicas voltadas à proteção ambiental, além da atuação integrada entre ministérios, órgãos de fiscalização e agências federais responsáveis pelo monitoramento e combate aos crimes ambientais.
Entre as estratégias adotadas pelo governo está a implementação dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas. Pela primeira vez, todos os biomas brasileiros passaram a contar com planejamento específico, contendo metas e ações direcionadas para as características de cada região até o ano de 2027.
Além da redução do desmatamento, o governo também destacou avanços no enfrentamento aos incêndios florestais. Dados federais indicam que a área atingida pelo fogo em 2025 apresentou queda de 39% em comparação à média registrada nos últimos oito anos.
Os resultados foram observados principalmente em biomas que historicamente enfrentam períodos críticos de queimadas, como Pantanal, Amazônia, Mata Atlântica e Pampa.
Como parte das medidas preventivas, o governo federal anunciou o repasse de R$ 150 milhões por meio do Fundo Amazônia para aquisição de equipamentos destinados ao combate a incêndios florestais. Os recursos foram distribuídos entre estados, Distrito Federal e a Força Nacional, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.
Para o governo, os indicadores reforçam o posicionamento do Brasil na agenda ambiental internacional e demonstram avanços na preservação dos recursos naturais. A meta estabelecida pela gestão federal é eliminar o desmatamento ilegal até 2030, alinhando o país aos compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas e proteção da biodiversidade.



