Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, a presença de pessoas LGBT em cargos eletivos ainda é considerada reduzida. No Amazonas, movimentos sociais apontam que desafios estruturais seguem limitando a ocupação desses espaços.
Junho, reconhecido mundialmente como o Mês do Orgulho LGBT+, vai além das celebrações e mobilizações culturais. O período também amplia discussões sobre cidadania, direitos e participação política de uma parcela da população que, historicamente, enfrentou obstáculos para ocupar espaços de poder e tomada de decisão.
Embora o Brasil tenha registrado avanços na presença de representantes LGBT em cargos eletivos nos últimos anos, especialistas e organizações ligadas aos direitos humanos avaliam que a representatividade ainda está distante de refletir a diversidade existente na sociedade.
No Amazonas, o cenário segue sendo um desafio. Questões como preconceito, violência política, dificuldades econômicas e a baixa abertura dentro das estruturas partidárias são apontadas como fatores que dificultam o surgimento e a consolidação de novas lideranças LGBT no estado.
O debate ganha relevância em um momento em que diferentes segmentos sociais defendem uma política mais plural, capaz de contemplar múltiplas realidades e ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados. Para pesquisadores da área, a diversidade nos espaços de decisão contribui para que pautas relacionadas à saúde, educação, empregabilidade, segurança e desenvolvimento social sejam discutidas sob diferentes perspectivas.
Entre os nomes que têm participado desse debate está o comunicador e empreendedor social Victor Laborda. À frente do projeto Ver & Agir, ele desenvolve iniciativas voltadas à inclusão social, qualificação profissional, empreendedorismo e cidadania, com ações direcionadas tanto à população LGBT quanto a comunidades em situação de vulnerabilidade.

O projeto promove palestras, campanhas solidárias, atividades de capacitação e iniciativas voltadas à geração de renda. Em 2025, Laborda também participou do Conexidade, evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que discutiu diversidade, inclusão e empregabilidade da população LGBT.
Para ele, a representatividade precisa estar acompanhada de ações concretas que promovam melhorias na vida das pessoas.
“A representatividade é importante porque permite que diferentes realidades sejam ouvidas. Mas ela precisa caminhar junto com oportunidades, inclusão e políticas públicas que produzam resultados efetivos para a população”, afirma.

Além das pautas relacionadas à diversidade, o Ver & Agir também atua em campanhas sociais, atividades voltadas ao público infantil e ações de apoio a famílias e pacientes em situação de vulnerabilidade.
Para especialistas, ampliar a participação de pessoas LGBT na política não se resume à ocupação de cargos eletivos. Trata-se também de fortalecer a democracia por meio da inclusão de diferentes experiências e visões de mundo na construção das políticas públicas.
No Amazonas, onde ainda são poucos os nomes LGBT com projeção política em nível estadual, o Mês do Orgulho reforça a necessidade de ampliar o debate sobre representatividade, participação cidadã e acesso aos espaços de decisão.
Com informações da assessoria.

