Cores, texturas e histórias ancestrais marcaram presença em mais uma edição do programa Governo Presente, que levou cidadania, serviços públicos e oportunidades de empreendedorismo à população da zona centro-oeste de Manaus. Entre os destaques do evento, a feira de economia criativa se consolidou como um espaço estratégico para impulsionar o trabalho de artesãs indígenas e ampliar a geração de renda por meio da cultura.
Coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a feira reuniu mulheres indígenas que encontraram no artesanato uma forma de sustento, afirmação identitária e continuidade de conhecimentos transmitidos por gerações. Biojoias produzidas manualmente com sementes amazônicas chamaram a atenção do público e reforçaram a potência econômica da arte tradicional quando aliada a políticas públicas de inclusão.

As peças comercializadas carregavam elementos naturais como tucumã, açaí e morototó, transformados em colares, pulseiras e brincos que refletem a diversidade cultural dos povos originários do Amazonas. Mais do que produtos, cada criação representava uma narrativa coletiva sobre pertencimento, território e resistência cultural.
Para as artesãs participantes, o espaço oferecido pela feira significa autonomia e visibilidade. A oportunidade de expor e vender diretamente ao público fortalece a economia familiar e amplia horizontes, permitindo que o artesanato indígena circule por novos espaços e alcance outros municípios do estado. A valorização do trabalho manual também contribui para a preservação de técnicas tradicionais, que seguem vivas por meio do fazer artesanal.

Além do impacto econômico, a presença das artesãs no evento promoveu um intercâmbio cultural com a comunidade, despertando interesse do público pela origem das peças e pelo significado simbólico dos materiais utilizados. A feira se tornou, assim, um ambiente de diálogo, reconhecimento e respeito à diversidade cultural amazônica.
O Governo Presente, ao integrar ações de cultura, empreendedorismo e assistência social, reafirma o compromisso do Estado com a inclusão produtiva de comunidades tradicionais. Ao criar pontes entre tradição e mercado, o programa fortalece a economia criativa como ferramenta de desenvolvimento sustentável, geração de renda e valorização dos povos indígenas.
A iniciativa evidencia que investir na cultura é também investir em dignidade, autonomia e futuro, transformando saberes ancestrais em oportunidades concretas para quem mantém viva a identidade amazônica por meio da arte.



