A Etiópia foi escolhida para sediar a 32ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP32), que será realizada em 2027. O anúncio foi feito durante a COP30, em Belém (PA), após consenso entre os países africanos que integram o grupo de negociação da ONU. A decisão ainda passará por aprovação formal na sessão plenária, mas o apoio continental consolida Adis Abeba, capital etíope, como próxima sede do evento.
A escolha da Etiópia simboliza o fortalecimento da presença africana nas discussões climáticas globais e destaca o compromisso do continente com políticas de mitigação e adaptação aos efeitos do aquecimento global. O país, que tem investido em energia renovável, reflorestamento e sustentabilidade agrícola, pretende usar a COP32 como vitrine de suas ações ambientais e como plataforma para atrair investimentos internacionais.
A realização da conferência na Etiópia também reforça a necessidade de que as nações em desenvolvimento sejam mais ouvidas nas decisões que impactam diretamente suas populações, frequentemente as mais afetadas pelas mudanças climáticas. O governo etíope afirmou que sediar o evento é um reconhecimento do esforço do país em promover o desenvolvimento sustentável e em liderar soluções climáticas no continente africano.
Enquanto isso, a sede da COP31, prevista para 2026, ainda não foi definida oficialmente. A Austrália e a Turquia estão entre os países que manifestaram interesse em sediar o evento, e a decisão deve ser anunciada nos próximos meses pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
A expectativa é que, com a COP32 na Etiópia, o debate sobre justiça climática ganhe novo fôlego, ampliando o protagonismo dos países do Sul Global e reforçando a importância da cooperação internacional na construção de um futuro mais sustentável para o planeta.



