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Manaus perde 29 km² de floresta, mas força da população impulsiona recuperação de igarapés e áreas verdes

Com 300 toneladas de lixo recolhidas por mês e ações de voluntários, capital amazonense tenta reverter danos ambientais e equilibrar crescimento urbano e natureza

Kalíh Pinheiro por Kalíh Pinheiro
13 de novembro de 2025
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FOTO: Reprodução

FOTO: Reprodução

Manaus vive um momento decisivo entre o crescimento urbano e a preservação do seu ecossistema. Nos últimos dez anos, a capital amazonense perdeu cerca de 29 km² de floresta nativa, segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o equivalente a 347 Arenas da Amazônia. A expansão desordenada e a ocupação de áreas de risco agravam os impactos ambientais e sociais.

FOTO: Reprodução
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Enquanto isso, mais de 112 mil pessoas vivem em regiões suscetíveis a deslizamentos e inundações, conforme o portal O Eco. Mesmo cercada pela maior floresta tropical do planeta, a arborização urbana ainda é insuficiente, e a poluição dos igarapés se tornou símbolo da degradação ambiental de Manaus.

Mas entre o descuido e a esperança, cresce um movimento de transformação. No Igarapé do Gigante, na zona Oeste, a ação “Galho Forte” reuniu cerca de 80 voluntários e 30 embarcações para retirar 400 sacos de 200 litros de lixo, entre plásticos, pneus e eletrodomésticos. A iniciativa, liderada por Matheus Garcia, mostrou o poder da mobilização popular.

“O Galho Forte nasceu da necessidade de agir quando o poder público demora. Não dá mais para esperar: o cidadão precisa ser parte da solução”, destacou Matheus Garcia, um dos organizadores do projeto.

A ação contou com o apoio de lideranças locais e de parlamentares preocupados com a pauta ambiental. O prefeito Amom Mandel elogiou a iniciativa e reforçou a importância da participação popular na proteção do ecossistema urbano:

“Manaus tem desafios ambientais imensos, mas também um povo que não desiste. Quando sociedade civil e gestão pública se unem, a cidade inteira ganha. Esse tipo de ação mostra que o cuidado com os igarapés é um dever coletivo”, afirmou Amom Mandel.

O Igarapé do Gigante, com aproximadamente 7 km de extensão, corta bairros como Redenção, Tarumã e Ponta Negra, desaguando no Tarumã-Açu, um dos mais importantes afluentes da capital. Hoje, o local é considerado um termômetro do impacto ambiental urbano e, ao mesmo tempo, um símbolo de recuperação possível.

FOTO: Reprodução
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Paralelamente, Manaus vem ampliando investimentos na infraestrutura ambiental. A rede de esgoto passou de 19% em 2018 para 34% em 2025, conforme dados municipais. Ecobarreiras instaladas em diversos igarapés impedem que cerca de 2.500 toneladas de lixo cheguem aos rios anualmente. Além disso, o município adotou o software SMART para monitoramento da biodiversidade e lançou o Plano de Ação Climática de Manaus, com metas de redução de emissões e restauração florestal.

Em 2025, o Fundo Amazônia anunciou R$ 150 milhões para projetos ambientais no Amazonas, incluindo ações de reflorestamento e manejo sustentável. A prefeitura também vem reforçando parcerias com ONGs e coletivos ambientais para impulsionar a recuperação de áreas degradadas.

O ecossistema manauara segue sob pressão, mas exemplos como o do Galho Forte e o apoio de lideranças como Amom Mandel e Matheus Garcia mostram que há um novo caminho possível: uma cidade que decide cuidar do que ainda resta, antes que seja tarde.

 

 

 

 

 

Tags: AmazonasAmazôniaecoecossistemaInovaçãoNaturezaSustentabilidade

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